Os
ditadores e os idiotas de plantão temem as redes sociais. Nas redes, ao
contrário dos dóceis e indefesos peixes, a sociedade esclarecida ganhou poderes
inimagináveis. Homens e mulheres de bem descobriram que podem multiplicar a sua
força, convencer mais homens e mulheres de bem sobre aquilo que acreditam. Mais
ainda: podem derrubar muros e governos que se mostraram não prestar para o
interesse dos cidadãos; mas se prestam somente a seus interesses particulares.
É na
rede que encontramos muitas verdades, mas, é certo: a rede é local de muitas
inverdades também, muito marketing politiqueiro, onde o canalha aparece no
facebook ajudando uma velhinha a atravessar a rua. Tão bonzinho... Muita
imoralidade, onde o velhinho “pedófilo” é o “titio” com aquele sorriso de
bonachão que orienta as criancinhas... Tão bonzinho...
Na
rede hoje circula informação que antes era restrita, como, por exemplo, os
salários e jetons de certos representantes que temos hoje.
Na
rede tudo se multiplica a números que não podemos medir com precisão, porque
são grandes. Quando um garçom recebe R$ 15 mil reais para servir cafezinho e
esta notícia poucos sabem, menos mal... Quando a notícia circula por jornais e
revista, pode ser um mal... Quando isto é anunciado em canais de televisão,
isto é um mal... Mas, quando a notícia cai na rede da Internet vira
li-te-ral-men-te uma catástrofe para muitos.
Daí tentar calar a rede – nos calando - é
interesse atual de muitos bobocas[i].
Tentar
calar a nossa voz, agora que estamos na rede é uma tarefa inglória e
infrutífera, uma vez que já identificamos o seu poder. A rede já criou
passeatas homéricas; a rede provocou mudança de posturas; a rede já fez recuar
certos truculentos... Já prendemos bandidos com o auxílio da rede! E ela nos
permitirá fazer cair os incompetentes e safados em todos os meios nos quais
eles se infiltraram. Para isto a receita é fácil: manter-nos fortes e unidos –
também pela rede; prezar as ações e as escritas de maneira sempre respeitosa; primar
pela verdade sempre acompanhada de suas claras evidências e, por último, e em
nenhum momento, nos calarmos. Em nenhum momento temer.
Isto
vale a nosso ver para tudo. Isto vale
para nós. Fazemos parte de uma sociedade, e como farmacêuticos somos formadores
de opinião que afetam não só os nossos interesses como o interesse de muitos.
Não temamos a rede se a ética for a nossa bandeira; e se a nossa preocupação
for nobre.
Nosso
blog já se posicionou muitas vezes sobre muitos assuntos. Em nenhum momento tivemos
a pretensão de ser pioneiros. Tivemos e temos, sim, a certeza de sermos
combatentes aguerridos em defesa daquilo que acreditamos. Tratamos do descarte
de medicamentos lá pelos idos de 2008, ainda tratamos com veemência a respeito
das receitas ilegíveis e só vamos parar quando for dada uma solução. Na
caminhada, fomos cercados por muitos que também pensam igual.
Da
nossa parte, vai um recado: para aqueles que teimam em desrespeitar as leis prejudicando
seus semelhantes; para aqueles que deviam estar fazendo o bem, mas de fato
fazem o mal; para aqueles omissos que apenas são servidos, ao invés de se
preocuparem em servir, este blog continuará mantendo a sua linha editorial
inflexível de sempre se posicionar. Sem medo, para o desespero daqueles que
morrem de medo... Da rede.
[i] Diz-se
de alguém que é tonto, bobo, abestado.
