sexta-feira, 26 de abril de 2013

As redes sociais metem medo.



Os ditadores e os idiotas de plantão temem as redes sociais. Nas redes, ao contrário dos dóceis e indefesos peixes, a sociedade esclarecida ganhou poderes inimagináveis. Homens e mulheres de bem descobriram que podem multiplicar a sua força, convencer mais homens e mulheres de bem sobre aquilo que acreditam. Mais ainda: podem derrubar muros e governos que se mostraram não prestar para o interesse dos cidadãos; mas se prestam somente a seus interesses particulares.

É na rede que encontramos muitas verdades, mas, é certo: a rede é local de muitas inverdades também, muito marketing politiqueiro, onde o canalha aparece no facebook ajudando uma velhinha a atravessar a rua. Tão bonzinho... Muita imoralidade, onde o velhinho “pedófilo” é o “titio” com aquele sorriso de bonachão que orienta as criancinhas... Tão bonzinho...

Na rede hoje circula informação que antes era restrita, como, por exemplo, os salários e jetons de certos representantes que temos hoje.

Na rede tudo se multiplica a números que não podemos medir com precisão, porque são grandes. Quando um garçom recebe R$ 15 mil reais para servir cafezinho e esta notícia poucos sabem, menos mal... Quando a notícia circula por jornais e revista, pode ser um mal... Quando isto é anunciado em canais de televisão, isto é um mal... Mas, quando a notícia cai na rede da Internet vira li-te-ral-men-te  uma catástrofe para muitos.  Daí tentar calar a rede – nos calando - é interesse atual de muitos bobocas[i].

Tentar calar a nossa voz, agora que estamos na rede é uma tarefa inglória e infrutífera, uma vez que já identificamos o seu poder. A rede já criou passeatas homéricas; a rede provocou mudança de posturas; a rede já fez recuar certos truculentos... Já prendemos bandidos com o auxílio da rede! E ela nos permitirá fazer cair os incompetentes e safados em todos os meios nos quais eles se infiltraram. Para isto a receita é fácil: manter-nos fortes e unidos – também pela rede; prezar as ações e as escritas de maneira sempre respeitosa; primar pela verdade sempre acompanhada de suas claras evidências e, por último, e em nenhum momento, nos calarmos. Em nenhum momento temer.

Isto vale a nosso ver para tudo.  Isto vale para nós. Fazemos parte de uma sociedade, e como farmacêuticos somos formadores de opinião que afetam não só os nossos interesses como o interesse de muitos. Não temamos a rede se a ética for a nossa bandeira; e se a nossa preocupação for nobre.

Nosso blog já se posicionou muitas vezes sobre muitos assuntos. Em nenhum momento tivemos a pretensão de ser pioneiros. Tivemos e temos, sim, a certeza de sermos combatentes aguerridos em defesa daquilo que acreditamos. Tratamos do descarte de medicamentos lá pelos idos de 2008, ainda tratamos com veemência a respeito das receitas ilegíveis e só vamos parar quando for dada uma solução. Na caminhada, fomos cercados por muitos que também pensam igual.

Da nossa parte, vai um recado: para aqueles que teimam em desrespeitar as leis prejudicando seus semelhantes; para aqueles que deviam estar fazendo o bem, mas de fato fazem o mal; para aqueles omissos que apenas são servidos, ao invés de se preocuparem em servir, este blog continuará mantendo a sua linha editorial inflexível de sempre se posicionar. Sem medo, para o desespero daqueles que morrem de medo... Da rede.



[i] Diz-se de alguém que é tonto, bobo, abestado.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Depende de nós...

Acesse; veja quem já assinou; leia os comentários dos colegas e participe com a sua assinatura.
Divulgue, compartilhe com os nossos colegas profissionais da saúde, com nossos familiares e todos aqueles usuários de medicamentos que necessitam de prescrição.
 
É agora... E depende de nós...
Acesse:
 
 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Abaixo-assinado


Contra as receitas médicas ilegíveis













Um abaixo-assinado ao Congresso Nacional

Tragédia anunciada
No Brasil, vivemos em um ambiente de risco ao bem-estar, a saúde e a vida dos cidadãos em função de uma atitude que, apesar de ferir o código de ética da classe médica, é rotina na dispensação de medicamentos. Referimo-nos a prática danosa de muitos médicos em, ainda nos dias de hoje, preencher receituários médicos com letras ilegíveis tornando a leitura das prescrições um exercício perigoso que pode provocar a dispensação de um medicamento com concentração errada, ou mesmo dispensação de medicamento totalmente diferente do receitado. Casos sobram na rotina das farmácias e dos hospitais onde clientes, consumidores, balconistas e farmacêuticos não conseguem interpretar os sinais e rabiscos tidos como letras.  
Por um lado, a própria classe médica entende que receitas desse tipo não são condizentes com a correta prática médica. Por outro lado, a própria legislação assegura a não dispensação de qualquer medicamento quando em receita ilegível. Então, como ainda convivemos neste cenário de alto risco?
Fato é que, quando a interpretação se torna impossível, pelo menos, os riscos diminuem; o medicamento não é entregue.
Problemas há quando tais sinais e rabiscos levam os profissionais a uma interpretação errada. Um erro que pode causar dano ao usuário do medicamento, podendo conduzi-lo, inclusive ao óbito.
Este abaixo assinado tem por objetivo sensibilizar os médicos e as autoridades deste país a tomarem medidas realmente efetivas que, de uma vez por todas, acabem com esta prática danosa de prescrever com letras ilegíveis as receitas médicas.
Caso você tenha a disposição de se engajar conosco nesta cruzada pela defesa da saúde dos usuários de medicamentos do Brasil, participe de nosso abaixo-assinado.






quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Poesia do descaso



No caso do descaso com prescrições,
Quando o médico escolado
Faz garranchos ilegíveis nas receitas,
Sabe ele ferir até seu código de ética.
Se não sabe, deveria.
Da nossa parte, vai um auxílio...
Sabemos fazer remédio; mas se precisar...
Damos aula de caligrafia.

Carlos Santarem - 27/02/2013


Assistam e mandem para o prescritor mais necessitado...
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